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Campos de Cima da Serra

Campos de Cima da Serra foi a denominação escolhida para o espaço geográfico inserido no Planalto das Araucárias que se localiza nas áreas elevadas próximas ao limite dos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. A região é formada por coxilhas recobertas com campos e florestas com araucárias (Araucaria angustifolia), mata nebular, cursos d’água típicos de montanha e banhados. Os banhados geralmente aparecem em meio às ondulações do ambiente, na parte mais baixa do relevo onde a água fica acumulada, eles possuem um tapete típico de musgo denominados turfeiras.

Essa vegetação de gramíneas permitiu ao longo dos séculos, que fossem desenvolvidas atividades de pecuária. A histórica cultura campeira ainda marca presença em vários municípios. A cidade referência desta região é Cambará do Sul. A palavra Cambará é de origem tupy-guarani e significa “folha de casca rugosa” e é o nome de uma árvore típica da região (Moquiniastrum polymorphum). O município de Cambará do Sul, que é um dos parceiros do evento, é conhecido por produzir um mel de excelente qualidade.

A riqueza de espécies de avifauna brasileira é expressiva, ocupando o terceiro lugar no planeta. No país são registradas 1.796 espécies de aves. Destas, 624 espécies são listadas para o Rio Grande do Sul e 596 espécies para Santa Catarina. Muitas aves são raras, pouco conhecidas e endêmicas, entre elas um elevado número está sob o risco de extinção no extremo Sul do Brasil.

Os mamíferos da região apresentam grande riqueza, abrangendo cerca de 50% das espécies terrestres presentes no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Nesse grupo muitas espécies estão ameaçadas de extinção devido, principalmente, à redução do habitat e à caça ilegal.

 

Foto lobo-guará (Chrysocyon brachyurus) no cânion Amola Faca, (Autor Sandes Wilton).

 

O Brasil é o país com maior número de espécies de anfíbios no mundo, com cerca de 800 espécies. Na região dos Campos de Cima da Serra podem ser encontrados até o momento, cerca de 60 espécies de anfíbios. Entre estas, 17 só ocorrem no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Entre eles, aproximadamente 30% são endêmicos, revelando a importância da conservação das espécies. O sapinho verde-da-barriga-vermelha tem no máximo 3,8 cm e é notável pelo colorido peculiar. Sua pele é bastante rugosa. Esse sapinho só ocorre no sudeste de Santa Catarina e nordeste do Rio Grande do Sul, na região dos Campos de Cima da Serra. Essa espécie foi descrita no final da década de 70 a partir de exemplares coletados no município de Cambará do Sul, vindo daí o seu nome científico, Melanophrniscus cambaraensis.

 

Fotos Sapinho verde da barriga vermelha (Autor Patrick Colombo)

O Brasil ocupa a terceira colocação em países com a maior riqueza de répteis do mundo, com aproximadamente 684 espécies, atrás da Austrália e do México. Em uma compilação de dados, foram registradas 54 espécies para os Campos de Cima da Serra. Aqui iremos falar um pouco mais sobre as serpentes que podem causar algum acidente devido a sua peçonha*.​

A cascavel (Crotalus durissus) é um exemplo de serpente que ocorre na região dos Campos de Cima da Serra. Quando se sente ameaçada, ela enrola o seu corpo, levanta a cauda e agita o chocalho, denominado guizo, em sinal de alerta. Somente ataca se sentir-se acuada ou se for pisada acidentalmente. Ela se esconde em tocas ou buracos embaixo das pedras. Sua picada é perigosa, podendo levar a morte.

A cotiara (Bothrops cotiara) é uma serpente que vive no chão, tem o hábito noturno e vida solitária. Ela habita as Matas com Araucárias. A sua picada provoca muita dor. Como todas as serpentes, ela ataca somente quando se sente ameaçada. Ela está no Livro Vermelho de Fauna Ameaçada de Extinção.

A jararaca (Bothrops jararaca) é a principal responsável por acidentes envolvendo humanos. Ela ocupa principalmente regiões de mata e possui um temperamento agressivo. A imensa maioria dos acidentes ocorre quando as pessoas acidentalmente acabam pisando nela ou perto dela.

*Sugerimos a utilização de polainas/caneleiras (similares a estas) que servem tanto para proteger as pernas de choques contra as laminas de basalto e assim evitar cortes indesejados, quanto da possibilidade de encontrar serpentes; salientando que não temos registros de incidente desta ordem.

 

                       Cascavel                                                         Cotiara                                                                       Jararaca

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